Tráfego Orgânico: o que é e como aumentar no seu site

O tráfego orgânico é responsável por levar visitantes a um site sem a necessidade de pagamento


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Ilustração de um megafone à frente de diversos ícones que remetem às mídias sociais, representando o tráfego orgânico.O tráfego orgânico é uma das fontes mais concorridas em estratégias de marketing digital. 

Todos reconhecem o valor das ações que estimulam o tráfego pago. 

No entanto, para adquiri-lo, é necessário investimento financeiro. 

Em qualquer tipo de negócio, a economia é um fator crucial.

Caso possa fazer uma escolha, um empreendedor certamente optaria por não gastar rios de dinheiro para alcançar seus objetivos. 

É exatamente aí que entra o tráfego orgânico: uma maneira de trazer novos visitantes a um site ou blog sem ter que pagar caro por links patrocinados. 

Se você quer saber tudo sobre o assunto, continue a leitura. 

No texto a seguir, descubra o que é, como funciona e como aumentar o tráfego orgânico em suas páginas. 

O que é tráfego orgânico?

O termo tráfego orgânico se refere aos visitantes que aterrissam nas páginas de um site de maneira natural. Ou seja, por meio de uma pesquisa ou interação do usuário que ocorre espontaneamente, como após uma pesquisa em um mecanismo de buscas ou aparição em um feed social. 

Em oposição, temos o tráfego pago, um formato de visitas adquiridas por meio de investimento financeiro, também chamado de links patrocinados. 

Em estratégias de conteúdo, espera-se que haja volume de visitantes para que, mais tarde, completem a jornada do cliente. 

Os canais de comunicação da empresa, como o blog corporativo, site ou redes sociais, são responsáveis por atrair os internautas.

Para isso, é preciso recorrer às duas estratégias citadas.

Chegamos, então, a duas definições opostas. 

De um lado da corda, temos a mídia orgânica, oriunda de fontes livres de pagamento. 

Ou seja, para alcançá-la, é preciso produzir conteúdo. 

Do outro, a mídia paga, que ocorre quando uma empresa investe em plataformas de anúncios, como o Google Ads ou o Facebook Ads.

Em outras palavras, os links patrocinados.  

É importante frisar que não podemos dizer que o tráfego orgânico é gratuito. 

Afinal, para obtê-lo, é necessária a aplicação de outros recursos na criação de páginas, blog posts e social posts, por exemplo. 

Tais tipos de conteúdo exigem serviços como redação, design e análise, além de ferramentas que enriquecem a estratégia como um todo. 

Entretanto, há outro fator que diferencia o tráfego orgânico: sua perenidade. 

Enquanto os investimentos em anúncios têm prazo de duração, as ações de conteúdo continuam a gerar frutos por um período indeterminado. 

Afinal, você não precisa apagar apagar as páginas do seu blog, mas as campanhas pagas têm data de início e término.

O conteúdo é a principal fonte de tráfego da internet por uma razão: as pessoas estão mais interessadas em informações do que em comprar. 

Por isso, quando aliado às atividades de inbound marketing, é possível atrair os consumidores e aguardar o momento certo para fazer uma oferta. 

Como funciona o tráfego orgânico?

O tráfego orgânico funciona em um sistema autêntico de navegação na internet. 

Ao realizar pesquisas, interagir em redes sociais ou consumir conteúdo na web, o usuário percorre páginas e páginas. 

Quando uma pessoa se depara com um anúncio, normalmente não é aquilo que ela espera. 

Ou seja, há uma intervenção em sua experiência, mais ou menos como ocorre com os comerciais de TV. 

Podemos dizer que os anúncios são “invasores”, pois o espectador está interessado no programa que está assistindo, não na propaganda. 

Para o anunciante, esse é o momento ideal para dar as caras. 

No entanto, é muito comum que o público não deseje realizar uma compra naquele momento de imersão. 

Essa lógica não se aplica ao marketing de conteúdo, pois o conteúdo é o próprio programa. 

Ao trazermos essa analogia para a web, percebemos que, ao navegar pela internet, o usuário comumente quer resolver problemas, deseja se entreter ou se aprofundar em um determinado tema, por exemplo. 

Em outras palavras, ações naturais ou orgânicas. 

Portanto, quando alguém realiza uma pesquisa no Google e aterrissa em uma página de blog, é exatamente isso que espera. 

O conteúdo é responsável por sanar suas dúvidas, partindo da pressuposta intenção da busca.

Para equipes de marketing que desejam atrair esses consumidores, é a oportunidade ideal para evitar a invasão. 

Durante a leitura, não podemos bombardear o usuário com ofertas de produtos e serviços. 

E é por isso que foi desenvolvido o funil de vendas, uma metodologia espaçada na qual presta-se um serviço ao consumidor e estabelece-se um relacionamento para, somente depois, convertê-lo em cliente. 

Trata-se de um ciclo de ações sutil que tem alto potencial de negócios devido à sua natureza espontânea. 

Assim, o funcionamento do tráfego orgânico ocorre sem intervenções, de maneira automatizada e a partir de ações do próprio consumidor.

Quais são os tipos e fontes de tráfego?

Ilustração de um funil do qual saem diversos objetos como um megafone, um relógio, uma lâmpada, um barquinho de papel, um dado e um foguete de brinquedo.Para compreender melhor o tráfego orgânico, é necessário conhecer os tipos de tráfego. 

Há, basicamente, dois deles: o orgânico e o pago. 

No entanto, como o tráfego orgânico envolve uma série de canais, se subdivide em outras categorias, como você verá a seguir. 

1. Tráfego orgânico

O tráfego orgânico é o tipo de tráfego adquirido por meios naturais, principalmente os mecanismos de buscas como Google e Bing. 

Para se ter uma ideia, no marketing B2B, o tráfego orgânico é responsável por gerar duas vezes mais receita que em qualquer outro canal (BightEdge, 2019). 

Outras fontes de tráfego também se encaixam nessa categoria, como o tráfego social, o tráfego direto, o tráfego de referência, o tráfego social e o tráfego de email. 

No entanto, em algumas plataformas de análise, como o Google Analytics, há uma diferenciação entre as fontes para facilitar a avaliação de relatórios. 

Quando um usuário espontaneamente clica em um link, é contabilizado o valor para o tráfego orgânico. 

2. Tráfego pago

O tráfego pago é conquistado por meio de investimento em links patrocinados. 

Ou seja, são anúncios cuja visualização acontece em plataformas de mídia paga.

Por exemplo, em mecanismos de busca, redes sociais e blogs externos. 

Neste último caso, as páginas normalmente são afiliadas a veículos midiáticos, como o Google Adsense. 

Repare que tanto os mecanismos de busca quanto as redes sociais e blogs externos são, simultaneamente, canais de tráfego orgânico e pago. 

É possível identificar esses formatos por meio de etiquetas acopladas em feeds de notícias, resultados de pesquisas e em meio ao conteúdo de páginas alheias.

Quando um usuário clica em um link que foi patrocinado, é contabilizado o valor para o tráfego pago. 

3. Tráfego direto

O tráfego direto, por outro lado, ocorre quando o usuário digita uma URL diretamente no navegador. 

Ou seja, não foi direcionado à página por meio de outros links.

Isso acontece quando há conhecimento prévio sobre a página desejada.

Portanto, é muito mais comum que o tráfego direto ocorra em páginas iniciais (home pages).   

4. Tráfego de referência

O tráfego de referência provém de links inseridos em páginas externas. 

Por exemplo, em um artigo de blog que fez uma referência a uma marca e optou por inserir um atalho para o site (também chamado de backlink). 

Quando um usuário espontaneamente clica em um link posicionado em páginas externas, é contabilizado o valor para o tráfego de referência. 

5. Tráfego social

O tráfego social é oriundo das redes sociais, como Facebook, Instagram, YouTube, Twitter e LinkedIn. 

É muito comum que as pessoas compartilhem links na internet de páginas com conteúdo de seu interesse. 

Quando um usuário espontaneamente clica em um link nas redes sociais, é contabilizado o valor para o tráfego social. 

6. Tráfego de Email

O tráfego de email advém de mensagens enviadas para a caixa de entrada de email. 

Quando pessoas e marcas trocam mensagens, é comum que contenham links para páginas de assuntos de interesse do receptor. 

Quando um usuário espontaneamente clica em um link enviado pelo email, é contabilizado o valor para o tráfego de email. 

Vale lembrar que também existem links patrocinados nas plataformas de email, considerados um formato de tráfego pago.  

É possível alinhar o tráfego pago e orgânico?

Apesar de serem considerados polos opostos, é importante frisar que o tráfego pago e orgânico podem ser utilizados em conjunto. 

Unidas, essas duas fontes se tornam mais fortes. 

Muitas pessoas acreditam que o único destino dos links patrocinados devem ser páginas de conversão de vendas. 

Entretanto, é possível direcionar o usuário para diferentes etapas do funil de vendas e transformá-lo em um potencial cliente. 

Em outras palavras, patrocinar o conteúdo. 

Como aumentar o tráfego orgânico?

Aumentar o tráfego orgânico de um site exige ações de marketing estratégico, como planejamento, monitoramento e análise.

Podemos dizer, assim, que a atração de visitantes orgânicos não é uma tarefa fácil. 

Apesar disso, os resultados são permanentes. 

É por isso que os investimentos em conteúdo são considerados rentáveis a longo prazo. 

A seguir, conheça algumas atividades que podem ajudá-lo nesse desafio. 

Utilize estratégias de SEO no site

Dá-se o nome de SEO (Search Engine Optimization, em português Otimização para Mecanismos de Busca) ao conjunto de técnicas que visa posicionar as páginas de um site nos motores de pesquisa. 

Por trás de cada página na web, há uma extensa arquitetura de elementos. 

Ela é observada de perto pelo Google, que possui uma série de critérios para identificar quais são os melhores resultados para a intenção de busca do usuário. 

Ou seja, para aumentar o tráfego orgânico, é preciso se adaptar a eles. 

Existem pelo menos 200 fatores de ranqueamento. Alguns dos mais importantes são: 

  • Velocidade de carregamento do site
  • Backlinks
  • Certificado de segurança
  • Uso de palavras-chave
  • Uso de tags e metatags
  • Páginas de erro
  • Estrutura de links internos
  • Qualidade do conteúdo
  • Experiência do Usuário (UX). 

Podemos perceber, assim, que a otimização envolve uma série de áreas correlatas que beneficiam a indexação.

Produza conteúdo relevante no blog

A produção de conteúdo é o principal pilar do tráfego orgânico. 

E o principal canal de conteúdo de uma empresa é o blog. 

Além de ser um dos alicerces do SEO, tem também a funcionalidade de gatilho para a conversão de leads, interações no blog, acesso a outros posts, entre outras ações desejadas. 

Lembre-se: o conteúdo deve ser criado com coerência. 

Isso quer dizer que cada peça tem um objetivo específico, deve ser adaptado à persona e gerar utilidade ao leitor. 

Além disso, podemos criar modelos que não sejam voltados à otimização de palavras-chave, como notícias, matérias, entrevistas, comunicados e white papers. 

Interaja nas redes sociais

As redes sociais são praças de interação que servem como estímulo ao tráfego orgânico. 

Isso acontece porque são nesses locais que o usuário passa a maior parte do tempo com o objetivo de relacionar-se. 

A presença digital de corporações nesses ambientes é a maneira mais prática para compartilhá-los. 

No entanto, as postagens devem ser planejadas, analisadas e, muitas vezes, patrocinadas. 

Algoritmos sociais baseiam-se em interações para aumentar o alcance. 

Por isso, manter-se atento a tendências e observar o comportamento da persona e seus principais interesses é dever das equipes de marketing. 

Aos poucos, vislumbra-se a possibilidade de criar social posts que engajem cada vez mais ao público-alvo. 

E, claro, raptar a audiência de canais de mídia alugada para canais de mídia própria. 

Adapte o conteúdo à persona

A persona é um personagem fictício que representa o cliente ideal de um negócio. 

Sua definição também auxilia outras áreas, mas é na produção de conteúdo que ganha destaque. 

Ao observar quais são seus hábitos e costumes, tópicos de interesse, hobbies, padrões de comportamento, preferências de navegação e outros detalhes, os produtores de conteúdo conseguem adaptar o tom de voz, formato, frequência e demais atributos das publicações. 

Também é importante para a padronização dos elementos estratégicos citados. 

Ao optar por múltiplos canais, abrimos novos caminhos para a audiência e temos a possibilidade de compreender suas principais dores. 

Aplique o copywriting

Apesar de o copywriting ser comumente relacionado aos anúncios, também é muito valioso para a mídia orgânica. 

Afinal, trata-se de um método de escrita voltado às conversões — e não às vendas. 

Como dito, toda peça de conteúdo tem a sua função dentro de uma macro estratégia. 

Portanto, todas elas têm uma meta. 

A escrita persuasiva pode ser aplicada em títulos, descrições, chamadas para a ação e até mesmo em meio ao texto, desde que soe naturalmente. 

Invista em link building

As técnicas de link building têm como atribuição a aquisição de tráfego de referência. 

Ou seja, visa fazer com que fontes externas repassem autoridade às páginas e direcionem o usuário a conteúdos relevantes. 

Para consegui-los, são utilizadas diversas táticas, como envio de press releases a veículos midiáticos, parcerias entre canais e envio de mensagens manualmente. 

Além disso, os guest posts (posts como convidado) em blogs alheios são bem-vindos. 

Apesar disso, não há melhor ação de link building que a criação de conteúdo rico e valioso. 

Ao criá-lo, espera-se que os links de referência surjam naturalmente.

Segmente campanhas de email marketing

Ilustração de um homem ao computador sobre um aviãozinho de papel. No lugar do seu rosto, há uma boca. O email marketing é um canal de relacionamento pessoal. 

Para o inbound marketing, é uma oportunidade ainda mais significativa, já que depende de uma iniciativa do próprio usuário para estabelecer contato. 

O tráfego de email marketing é gerado por meio de mensagens enviadas com links para as páginas de um site. 

Contudo, mensagens genéricas podem não ser suficientes, já que os grupos de inscritos apresentam comportamentos e gostos diferentes. 

Nesse ponto, abrem-se alas para a segmentação. 

Ao direcionar newsletters, fluxos de nutrição e mensagens para conjuntos distintos, aumentam-se as taxas de cliques. 

Faça bom uso do inbound marketing

O inbound marketing é um método baseado no funil de vendas. 

Em essência, pretende atrair desconhecidos, nutri-los com conteúdo valioso e convertê-los em clientes. 

Mas, para isso, é necessária a aplicação de diversos canais de marketing em sintonia. 

Isso inclui os mecanismos de buscas, o blog, as redes sociais, o email marketing, landing pages, além da utilização de ferramentas de automação. 

Isso quer dizer que a atuação individual nos canais não garante uma resposta tão precisa quanto na estratégia multicanal. 

Todos os canais devem trabalhar juntos, garantindo a harmonia entre eles de maneira lógica. 

O aproveitamento do inbound marketing, no entanto, é trabalhoso e exige uma série de processos. 

Por isso, muitas vezes é preciso recorrer a serviços terceirizados

Se você quer saber mais sobre quem os oferece, leia também este artigo sobre agências de marketing digital full service e descubra se esse é o formato ideal para o seu negócio. 

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