Marketing de conteúdo B2B é caminho para vendas no setor de saúde pet

Pandemia impulsionou aumento de lares com animais de estimação e esquentou mercado cada vez mais promissor e concorrido


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Ilustração: um veterinário cuidando de um cão, representando o marketing de conteúdo para o setor de saúde pet.

A pandemia da Covid-19 e seu consequente isolamento fez com que mais pessoas adquirissem pets em casa, principalmente por adoção.

E também fez com que tutores se aproximassem muito mais dos seus animais de estimação, que passaram a ser vistos até como membros da família – e, para quase um terço das pessoas, como “filhos”.

Paralelo a isso, o número de doenças acometendo os animais de estimação vem crescendo. Na verdade, o aumento de zoonoses é generalizado no planeta.

A consequência? As pessoas, cada dia mais preocupadas com seus bichos, estão investindo mais em produtos de saúde animal pet.

E, também como hábito adquirido durante o isolamento, estão buscando se informar mais e fazer suas compras preferencialmente de forma online.

Isso é uma oportunidade para todas as empresas que atuam no setor de saúde animal pet. Uma oportunidade de crescimento e também de alcançar esses potenciais clientes utilizando a internet.

Uma boa forma de atingir esse público-alvo é através do marketing de conteúdo, porque tanto tutores quanto veterinários, clínicas e pet shops estão em busca de informação de qualidade sobre o setor e seus produtos inovadores.

Este artigo vai detalhar cada um desses pontos e mostrar como o marketing de conteúdo e o marketing B2B podem contribuir para atrair mais clientes e fidelizar aqueles que já fazem parte de sua carteira.

Aumento do número de pets

No Brasil, 57% dos domicílios brasileiros possuem algum animal de estimação, principalmente cães e/ou gatos, segundo o relatório “Tendências do Mercado Pet, divulgado pelo Ministério da Agricultura em junho de 2022.

De acordo com o mais recente censo Pet IPB, levantamento anual da população de animais de estimação realizado pelo Instituto Pet Brasil, publicado em julho de 2022, existiam 149,6 milhões de animais de estimação no Brasil no fim do ano passado.

O aumento foi expressivo durante a pandemia da Covid-19, quando 30% do total de pets foram adquiridos.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o país tem a terceira maior população total de animais de estimação do mundo. 

 

Infográfico: pets no Brasil. Total de 149,53 milhões, sendo 58,1 milhões de cães, 41 milhões de aves, 27,1 milhões de gatos, 20,8 milhões de peixes e 2,5 milhões de pequenos répteis e mamíferos.

Pets viram parte da família

Segundo o relatório “Tendências do Mercado Pet”, que já citamos anteriormente, 84% dos gatos e 54% dos cães presentes nos lares brasileiros foram ou adotados ou resgatados nas ruas.

A maioria das pessoas que adquiriram um pet durante a pandemia moram sozinhas. O isolamento provocado pelo coronavírus fez com que muitas tivessem que trabalhar ou estudar em casa e a companhia dos bichinhos com certeza ajudou contra a solidão.

 

Não à toa, 73% dos entrevistados no relatório disseram que adquiriram o hábito de “aproveitar mais a companhia dos pets” durante a crise sanitária provocada pela Covid e 86% afirmaram que esse hábito veio para ficar.

Quase um terço (31%) dos tutores disseram ver os cachorros como seus filhos. Além disso:

  • 28% veem como um membro da família,
  • 17% como um amigo,
  • 15% como um companheiro
  • e apenas 7% como um bicho de estimação.

Essa aproximação entre tutores e seus pets mudou muito em apenas dois anos, ou seja, claramente influenciada pela pandemia. Basta dizer que, em 2019, 23% viam seus cães como bichos de estimação.  

E ela se traduz em maior investimento na saúde dos pets, tema do nosso próximo tópico.

Infográfico: relação com os pets.Novas doenças entre os pets

A primeira coisa que passou pela cabeça dos tutores de pets quando estourou a pandemia da Covid-19 foi: será que meu bichinho também pode adoecer com esse vírus?

Levou-se um tempo até que estudos científicos confirmassem a possibilidade de animais de estimação pegarem o novo coronavírus – e serem capazes de transmiti-lo para os humanos.

Em julho de 2022, pesquisadores tailandeses relataram o primeiro caso de um gato que fez isso. Antes dele, outras três espécies já foram documentadas com a infecção e transmissão do patógeno para pessoas: visons, hamsters e veados de cauda branca.

A boa notícia é que, aparentemente, esses casos de infecção por Covid-19 em pets são raros e leves.

Recentemente, veio a monkeypox, chamada popularmente no Brasil de varíola dos macacos. Será que ela pode afetar os pets?

Em agosto, um estudo publicado no periódico The Lancet relatou a transmissão da doença de um humano para um cachorro, um galgo italiano de 4 anos, em Paris, na França.

Segundo o CDC (Centers for Disease Control and Prevention), este foi o único caso confirmado de um humano transmitindo a doença para um animal.

Mas, segundo o centro, é muito possível que a transmissão aconteça nas duas vias:

“Animais infectados podem espalhar o vírus Monkeypox para as pessoas, e é possível que as pessoas infectadas possam espalhar o vírus Monkeypox para animais por meio de contato próximo, incluindo acariciar, abraçar, beijar, lamber, compartilhar áreas de dormir e compartilhar comida.”

O CDC também diz que é presumível que todos os mamíferos possam se infectar com essa doença e lista alguns animais que já se sabe que são afetados:

  • Esquilos
  • Cães-da-pradaria
  • Marmotas
  • Chinchilas
  • Ratos de bolsa de Emin
  • Cachorros
  • Outros primatas

Estas são só algumas das novas zoonoses que passaram a preocupar o mundo todo por terem afetado os humanos, mas também os pets e outros animais domesticados.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 60% de todas as doenças infecciosas existentes são causadas por patógenos que se originaram de animais, ou seja, são zoonoses.

E o aumento das zoonoses no mundo é uma tendência, segundo a ONU.

O documento Prevenir a Próxima Pandemia: Doenças Zoonóticas e Como Quebrar a Cadeia de Transmissão, feito pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em parceria com o Instituto Internacional de Pesquisa Pecuária (ILRI), em 2020, diz que existem mais de 200 tipos de zoonoses conhecidas, e a maioria dos animais transmissores dessas doenças são os domésticos.

Isso fora as doenças que já afetam os pets há mais tempo, como a parvovirose canina, a leishmaniose, a raiva, a traqueíte, a cinomose, a dirofilariose, a doença de Lyme, a erlichiose e as doenças causadas por vermes intestinais.

Principais doenças entre os pets no Brasil.

Aumento do mercado de saúde animal pet

Diante de todas as informações que trouxemos até agora neste artigo, chegamos a uma equação muito simples: o aumento do número de pets nos lares + a aproximação entre eles e seus tutores + o surgimento de novas doenças que afetam esses animais = incremento direto no mercado de saúde animal pet.

Esse incremento é traduzido em números expressivos tanto no Brasil quanto em nível global.

Segundo a Abinet, associação que representa o setor, a indústria de produtos veterinários para animais de estimação (que inclui alimentos, medicamentos e produtos de saúde e higiene) faturou R$ 20,3 bilhões em 2018 – quase 6 vezes o faturamento de 2006, para se ter uma ideia do forte crescimento ano a ano.

Considerando apenas o mercado da saúde animal, o relatório do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) de 2021, o mais recente disponível, diz que o faturamento líquido saltou de R$ 3,9 bilhões em 2013 para R$ 9,1 bilhões em 2021 – uma alta de 133% em oito anos.

E os cães e gatos representam a segunda maior fatia desse mercado, atrás apenas dos ruminantes, com 25% do total.

Globalmente, todo o setor de saúde animal está em forte expansão.

A Health of Animals, principal associação representativa das indústrias de saúde animal no mundo, divulgou relatório com as tendências do setor para 2022, em que aponta que “o aumento da demanda global por proteínas deve elevar a necessidade de medicamentos veterinários para todas as espécies”.

E a perspectiva é de tendência de crescimento ao longo dos próximos anos.

Segundo a pesquisa de mercado “Animal Health Global Market Analysis, Insights and Forecast, 2019-2026”, da Fortune Business Insights, o mercado global de saúde animal vai saltar de US$ 41,5 bilhões em 2018 para US$ 67,56 bilhões até 2026 – alta prevista de 63% em apenas oito anos.

Como crescer nesse mercado?

Aqui chegamos a uma pergunta crucial que interessa diretamente     às empresas do ramo. Como elas podem crescer nesse mercado que, embora esteja em expansão, é também a cada dia mais competitivo?

O raio-X feito pelo relatório Tendências do Mercado Pet traz algumas oportunidades claras para esse setor. 

A primeira, é investir no contato e fidelização das clínicas e pet shops com clínicas. Afinal, elas representam, ao todo, 91% dos locais de trabalho dos veterinários.

Os pet shops e clínicas somam cerca de 45% dos locais de compra favoritos dos tutores. 

A segunda, é investir na internet como forma de atrair novos clientes e fidelizar os que já viraram fregueses – aí incluindo tanto o consumidor pessoa física (ou seja, o tutor de pet) quanto as clínicas e pet shops.

Isso porque a internet como meio de informação e de compra deu um salto impressionante durante a pandemia:

  • Enquanto, em 2019, 35% dos tutores de cães e 40% dos de gatos se informavam pelo Google, em 2021 os percentuais saltaram para 63% e 61%, respectivamente.
  • A informação por meio do YouTube saltou de 22% e 27% para 55% e 58%.
  • O Instagram era ainda muito incipiente há apenas três anos, responsável por informar 7% e 13% dos tutores de cães e gatos, respectivamente. Saltou para 49% e 44% durante a pandemia.
  • Sites especializados (e aí se incluem os blogs corporativos) saltaram de 20% e 25% para 47% e 51% nesses dois anos.
  • Também houve um salto quando avaliado o Facebook, o WhatsApp e a informação via influencers.

O que fica evidente é que, antes, as pessoas se informavam quase exclusivamente por meio dos veterinários e, hoje, essa fonte de informação ficou muito mais pulverizada entre inúmeros veículos, principalmente online.

A compra online também ficou mais importante durante a pandemia: 74% dos entrevistados por esse estudo disseram terem feito mais compras pela internet em 2020 e 90% disseram que vão manter esse hábito.

A internet também ganhou importância como meio de informação entre os veterinários.

Se em 2018 a maioria se atualizava por meio de livros, congressos e publicações científicas, em 2021 essas três ferramentas seguem importantes, mas o que mais cresceu foi a atualização por meio de cursos online, aplicativos especializados e webinars.

Marketing de conteúdo: uma solução inteligente

Várias mãos seguram um balão de diálogo. Dentro dele há uma lâmpada.Os números acima mostram o potencial rico de chegar aos públicos que mais interessam ao segmento do mercado de saúde pet – clínicas, pet shops e tutores – por meio da internet. 

E, quando se fala em internet, a solução mais moderna e eficaz encontrada atualmente é o marketing de conteúdo.

Essa é uma estratégia do marketing digital que usa conteúdos de qualidade, valiosos, para atrair potenciais consumidores por meio de uma abordagem amigável, convertê-los em leads e transformá-los em clientes. Além disso, é possível criar um relacionamento duradouro com clientes, ou seja, fidelizá-los.

Esses conteúdos devem ser informativos e didáticos. Podem vir em blogs, ebooks, vídeos no YouTube ou em outras redes sociais, cartilhas, palestras online, dentre muitos outros formatos

No caso dos veterinários, como o levantamento sobre o setor mostrou, meios eficazes de levar informações valiosas até eles são os cursos online, webinars e apps.

Aos tutores, sites especializados, ricos em bons conteúdos, e redes sociais tornaram-se suas fontes de informação com maior crescimento.

No entanto, para clínicas e pet shops, o conteúdo deve ser pensado sob a perspectiva do marketing de conteúdo para B2B.

Um dos maiores erros de negócios que vendem para negócios é achar que o conteúdo aplicado ao consumidor final pode ser utilizado em ações voltadas a empresas. Ou pior, que ele não é importante para reforço de marca. 

Contudo, uma coisa é básica no marketing de conteúdo: o material produzido deve ser útil e gerar facilidade, mesmo que não haja um grande volume de interações.

Então, quais seriam os tipos ideais de conteúdo para B2B?

Pesquisas de mercado, webinários, apresentações de slides, podcasts, entrevistas, ebooks, estatísticas, depoimentos, infográficos, checklists, vídeos, white papers etc… Há uma enorme gama de possibilidades!

De forma resumida, é necessário um conteúdo analítico, prático e que gere valor e proximidade entre a empresa fornecedora e a compradora.

Prosperidade Conteúdos: uma solução diferenciada

Mão com o indicador em riste próximo a tocar um botão de um teclado.

Na Prosperidade Conteúdos, o conteúdo é o rei.

O trabalho feito pela agência é diferenciado do restante do mercado, porque preza, em primeiro lugar, pela qualidade dos conteúdos.

Claro, também nos preocupamos com a otimização para SEO, para que os conteúdos sejam bem ranqueados no Google e lidos pelo maior número possível de pessoas.

Mas o principal é a acurácia e o primor, tanto da base das informações contidas em nossos conteúdos quanto nos formatos entregues nos produtos, que são os que chegam para sua audiência final.

O texto será o mais claro, correto e informativo possível. Também temos expertise na produção de vídeos, infográficos e diversos outros formatos para os vários canais existentes – blogs, redes sociais, emails, webinars, ebooks etc.

Outro diferencial é que entendemos o mercado de saúde animal pet. Consequentemente, podemos transformar as dores desse setor em soluções estratégicas ultraespecializadas, em parceria com as áreas de Marketing, Vendas e Produtos dessa indústria.

Conheça melhor o trabalho da Prosperidade e, se quiser se aprofundar, marque uma conversa com um de nossos especialistas.

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